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DENISE MORAES

Graduada em Cinema e Audiovisual (Université Paris VIII) e Arquitetura e Urbanismo (UnB), com doutorado em Comunicação (UnB), Denise Moraes é professora do curso de Audiovisual da Universidade de Brasília. Co-dirigiu o longa metragem "A Pele Morta", road-movie filmado no Brasil e no Paraguai, além de vários curtas metragens, entre eles "Memória de Elefante", premiado e exibido em festivais nacionais e internacionais. Desenvolve pesquisa no campo das narrativas visuais a partir do estudo da interrelação espaço e personagem.

APRESENTAÇÃO
Cartografias digitais da cidade: narrativas de si e paisagem 

As mídias sociais se afirmam enquanto espaço fértil na frutificação das narrativas de caráter pessoal, nas quais o próprio usuário se insere enquanto personagem principal. Entre as mídias, o Instagram - rede social online de compartilhamento de fotos e vídeos - expõe narrativas pessoais organizadas com base no deslocamento dos usuários nos espaços cotidianos. O artigo em questão, pretende analisar, a partir das concepções de “caminhante” e “práticas do espaço” evidenciadas por Michel de Certeau, a apropriação da cidade pelas narrativas de si compartilhadas na rede Instagram. Em seus estudos sobre o cotidiano, Certeau reconhece diferentes modos de se percorrer um espaço, definindo os caminhantes enquanto sujeitos ativos na organicidade móvel da cidade. Ao mesmo tempo em que percorrem os lugares, eles os selecionam e os organizam por meio de seus relatos. Nesse sentido, as narrativas de si nas redes sociais se evidenciam enquanto práticas de espaço, reforçando a subjetividade do usuário e sua relação singular com a cidade.

PORTFÓLIO

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Quatro paredes e uma janela: visibilidades cotidianas

Uma casa é um espaço privado onde o indivíduo se resguarda do mundo exterior. Mas entre quatro paredes, há a janela. Limitada por suas bordas, expõe a mobilidade externa de modo incessante. Em sua transparência, sugere um mundo exterior apreendido a partir de indícios, não apenas com referências ao visível, mas para além dele. A permeabilidade entre o dentro e o fora, entre aquele que vê e o que é visto,converge em imaginário a realidade apreendida. Semelhante a uma tela de cinema, a janela enquadra a experiência mundana em movimento: crianças brincando, vizinhos se esbarrando na calçada, pessoas com pressa, outras passando à deriva. Entre quatro paredes, a fresta torna visível o retrato ao rés-do- chão onde se faz, de fato, a vida de todo dia. O presente ensaio fotográfico, intitulado Quatro paredes e uma janela: visibilidades cotidianas se organiza a partir de uma sucessão de vistas da janela de um apartamento na cidade de Paris com o intuito de propor, por meio de fotografias, pequenas narrativas cotidianas. As temáticas são: Brincadeira de criança; Transeuntes; Vizinho; Mudança de casa.