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FRANÇOIS SOULAGES

François Soulages é filósofo, professor (Université Paris 8, Labo AIAC, Arts des Images & Art Contemporain, et Institut National d’Histoire de l’Art) e Presidente-fundador da Cooperativa de Pesquisa  RETiiNA.International (Recherches Esthétiques & Théorétiques sur les images & imaginaires Nouveaux & Anciens). Publicou cerca de 90 livros pessoais ou sob a sua direção, sempre com textos seus também. É especialista em fotografia e publicou 35 livros sobre esse assunto, entre eles, Esthétique de la photographie, publicado em nove línguas, inclusive no Brasil (Estética da Fotografia: perda e permanência. São Paulo, SENAC, 2010). Ele reflete sobre o digital e a internet, as fronteiras e a exterioridade, a imagem e a sociedade, o local e o global, a fotografia e a literatura, a interpretação e o tempo, a psicanálise e a filosofia. Seis livros nas Américas e na Europa foram publicados sobre as suas pesquisas. Trabalha na Europa, mas principalmente na Ásia (do Leste) e na América do sul.

APRESENTAÇÃO:
A Paisagem Online e a  Selfie

A selfie revoluciona a fotografia e a representação não tanto quanto um retrato pretendido do sujeito (cf. nosso livro Egon line), mas como um trabalho de representação do resto, e em prioridade da paisagem.
Na verdade, a paisagem é transformada entre enfeite e o corpo mesmo da imagem, assim como o todo, no compartilhamento e na interação do online. Isso ocorre porque a paisagem se torna online, apesar das aparências e das aparições do pretendido sujeito da selfie. Além disso, as transformações ao mesmo tempo geopolíticas, geográficas, econômicas, tecnológicas, ecológicas e climáticas nos levam a estabelecer novas relações com o território e o meio ambiente.
Seria possível dizer então que a paisagem, que começou como gênero independente com a pintura holandesa do século XVII e se estabeleceu com o paisagismo inglês do século XVIII, informa e transforma nossa sensibilidade e aumenta nossas percepções, relativamente às transformações e mutações do mundo contemporâneo? O estudo da selfie online e da arte contemporânea nos permite melhor pensar o problema.