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KARINA DIAS

Artista visual e professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília, atuando na graduação e pós-graduação. Pós-doutora em Poéticas Contemporâneas (UnB), Doutora em Artes pela Université Paris I – Panthéon Sorbonne. Trabalha com vídeo e intervenção urbana. É autora do livro: Entre visão e invisão: paisagem (por uma experiência da paisagem no cotidiano). Coordena o grupo de pesquisa vaga-mundo: poéticas nômades (CNPq). Sua pesquisa está centrada nas poéticas da paisagem e da viagem, na geopoética, no lugar e seus modos de imaginação e nos processos de produção artística. www.karinadias.net

https://cargocollective.com/vaga-mundo

APRESENTAÇÃO
Vídeo-paisagem: a medida, a imensidão

Experiência sensível do espaço, a paisagem é mais do que um simples ponto de vista óptico. É ponto de vista e ponto de contato, pois, nos aproxima distintamente do espaço, porque cria um elo singular, nos entrelaçando aos lugares que nos interpelam. Certamente, a paisagem deriva de um enquadramento do olhar, alia o lado objetivo e concreto do mundo e a subjetividade do observador que a contempla. Assim, imersos na paisagem sentimos o mundo, sentimo-nos no mundo, desvelamos a imagem de um mundo vivido. Percorremos uma geografia que, a um só tempo, é vivida em sua exterioridade e também é íntima. Muitos de meus trabalhos em vídeo surgem então de uma intensa experimentação na paisagem do local filmado, são fruto de um tempo vivido em extensas geografias e sua realização inclui caminhar, observar e filmar.

PORTFÓLIO

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Produção Poética

Experiência sensível do espaço, a paisagem é mais do que um simples ponto de vista óptico. É ponto de vista e ponto de contato, pois, nos aproxima distintamente do espaço, porque cria um elo singular, nos entrelaçando aos lugares que nos interpelam. Certamente, a paisagem deriva de um enquadramento do olhar, alia o lado objetivo e concreto do mundo e a subjetividade do observador que a contempla. Imersos na paisagem sentimos o mundo, sentimo-nos no mundo, desvelamos a imagem de um mundo vivido. Percorremos uma geografia que, a um só tempo, é vivida em sua exterioridade e também é íntima.
Muitos de meus trabalhos surgem então de uma intensa experimentação na paisagem do local filmado. Nessa relação entre observadora e a paisagem, entre a imensidão dos espaços e singularidade daqueles que os percorrem, na experiência de espaços-extremos, seja pela sua proximidade (cidade em que se habita) ou por sua extrema distância (várias partes do mundo), surge, por meio de vídeo-instalações, uma poética da paisagem e da viagem, uma relação entre horizontes, a constituição, quem sabe, de uma geopoética.