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NANA BRASIL

Nana Brasil é jornalista, fotógrafa e pesquisadora da imagem. Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (2010) e pós-graduada em Comunicação e Semiótica pela Universidade Estácio de Sá (2016), concluiu em setembro de 2020 o mestrado em Imagem, Estética e Cultura Contemporânea pela Universidade de Brasília – UnB. 

APRESENTAÇÃO:
 A Amazônia pelas lentes de Luiz Braga 

Produzidas em meio à magnitude de uma região de múltiplas riquezas – a Amazônia brasileira – as imagens do fotógrafo paraense Luiz Braga desvelam fragmentos deste vasto mundo, onde ganham destaque o componente humano, o universo do caboclo, o cotidiano da população ribeirinha. Expoente da fotografia contemporânea feita no Brasil, a obra de Braga atravessa o antropológico e o poético, o valor documental e a expressão artística. Neste trabalho, buscaremos examinar a produção imagética do fotógrafo a partir de três eixos propostos pelo teórico francês André Rouillé. Na contemporaneidade, segundo Rouillé, a noção de fotografia documental se ampliou, passando a abarcar a escrita da imagem (o estilo, a forma), a subjetividade do fotógrafo (dimensão emocional) e o dialogismo (abertura para  o outro, o que implica um envolvimento maior dos sujeitos fotografados). Assim, com suas cores realçadas pelo encontro de luzes naturais e artificiais, suas distorções cromáticas que beiram o realismo mágico, sua estética singular e seu profícuo encontro com os personagens amazônicos, a obra de Luiz Braga pode ser lida através da ótica desta nova visualidade.

PORTFÓLIO

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Amanhecendo no Ver-o-Peso

Todos os dias, entre 2h e 7h da manhã, dezenas de barcos carregados de açaí recém-colhido da floresta aportam na Baía do Guajará, mais especificamente nos arredores do mercado Ver-o-Peso. Como o fruto é muito perecível, as negociações de compra e venda são rápidas. Quando o sol aparece, a movimentação já é bem menor e os cestos empilhados vão aos poucos sendo levados de volta para os barcos. A poucos metros dali, também na área externa do Ver-o-Peso, a madrugada também é de muito trabalho para os vendedores de pescados. À medida que o dia vai raiando, o peixe e o açaí saem de cena, enquanto o mercado vagarosamente abre as portas: as bancas de tapioca e café armam suas mesas, as vendedoras de ervas começam a chegar, as frutas e verduras são devidamente exibidas para os clientes... Até que, por volta das 8h da manhã, a feira alcança plena atividade. O ensaio Amanhecendo no Ver-o-Peso busca apresentar fragmentos da rica visualidade que compõe um dos espaços mais emblemáticos da capital paraense. As imagens sugerem o passar das horas na madrugada de trabalho intenso dos vendedores, as mudanças na paisagem, o clarear do céu e suas nuances de cores.