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Osmar Gonçalves

Osmar Gonçalves é doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2010), com bolsa-sanduíche na Bauhaus-Universität (Alemanha), financiada pelo DAAD/Capes. Realizou pós-doutorado em Cinema e Arte Contemporânea na Université Sorbonne Nouvelle - Paris 3 (2015), com bolsa Capes. Atualmente, é Professor Associado do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, concentrado principalmente nas áreas de fotografia, teoria da imagem e estética do audiovisual. É Diretor Científico da Compós (Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação) e líder do IMAGO - Laboratório de Estudos de Estética e Imagem. Coordena o projeto de pesquisa Do visível ao inapresentável: apontamentos sobre a fotografia latino-americana contemporânea, financiado pelo CNPq (Edital Universal - MCTI/CNPQ Nº 01/2016). Foi Coordenador do GT Comunicação, Artes e Tecnologias da Imagem da Compós entre 2018 e 2019, do ST Interseções Cinema e Arte da Socine entre 2016 e 2019, e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFC entre 2017 e 2019. Organizou os livros Narrativas Sensoriais: ensaios sobre cinema e arte contemporânea (Circuito, 2014), ganhador do Prêmio FUNARTE de Estímulo à Produção Crítica em Artes Visuais e, junto com Susana Dobal, Fotografia Contemporânea: fronteiras e transgressões (Casa das Musas, 2013). Realiza ainda atividades como parecerista/consultor para CAPES, CNPq e para diversas revistas nacionais e internacionais na área de Comunicação, Fotografia, Cinema e Artes. 

APRESENTAÇÃO: Do monumento à vertigem: novas paisagens na fotografia urbana brasileira

O que pode a fotografia diante das profundas mudanças por que passam as metrópoles brasileiras hoje? De que modo ela pode lidar com as mutações urbanas, apontando para novas paisagens e experiências possíveis? Como a fotografia pode agir no mundo reconfigurando os territórios sensíveis e inventando novas formas de viver e habitar juntos? Tendo como base os trabalhos de Anne Cauquelin, Jacques Rancière e Michel Poivert, esta comunicação se dedica a pensar as relações entre fotografia e cidade, partindo de uma discussão que entrelaça estética e política. Para guiar nossa investigação, propomos aqui um diálogo com as obras de Cláudia Jaguaribe, Cássio Vasconcelos, Madalena Schwartz e Eustáquio Neves.

PORTFÓLIO

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A sobrevivência dos vagalumes

Esta série surge de uma questão primordial: afinal, quais são os limites e as fronteiras dentro da cidade? Para quem ela vem sendo pensada e construída hoje? Desde 2014, tenho viajado por diversas cidades da América Latina fotografando as ruas à noite e, em cada uma delas, me surpreendo com o grande número de ambulantes povoando as praças, ocupando as calçadas, disputando cada centímetro vago nas esquinas. Envoltos na penumbra, eles emergem como vagalumes, como pequenos seres luminescentes, erráticos que, por meio de seus gestos nômades, afirmam outros modos de compreensão da cidade, outras formas de viver e praticar o espaço urbano. É que diante dos projetos de urbanização atuais, marcados pela gentrificação, pela assepsia e espetacularização dos espaços, os ambulantes surgem como forças de resistência, como pequenas insurgências a nos oferecer um tipo de experiência desviante – experiências que desorganizam as fronteiras, que subvertem as linhas demarcatórias do espaço urbano, reafirmando usos mais lentos e coletivos da cidade.