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RAFAEL CASTANHEIRA

Rafael Castanheira é doutor em Comunicação (2017) pela Universidade de Brasília (UnB) e Université Paris 8 – Vincennes Saint-Denis, possui mestrado em Artes e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás (UFG), graduação em Comunicação Social - Jornalismo (2003) e especialização em Fotografia como Instrumento de Pesquisa nas Ciências Sociais pela Universidade Candido Mendes – RJ. Tem experiência nas áreas de Educação e Comunicação, com ênfase em Fotografia, pesquisando principalmente temas como fotojornalismo, documentação fotográfica e arte contemporânea. Atuou como fotojornalista no Rio de Janeiro, Brasília, Amazonas e Mato Grosso. Desde 2007 trabalha como professor de fotografia, tendo lecionado na UFG, PUC (GO) e no Instituto de Ensino Superior de Brasília (IESB). Atualmente, é professor na Universidade Católica de Brasília e desenvolve projetos em fotografia, como ensaios, pesquisas e curadorias.

APRESENTAÇÃO:
As paisagens interiores de Claudia Andujar 

O termo paisagem é polissêmico. Seus sentidos podem variar de acordo com as acepções particulares das muitas áreas do conhecimento que a ele recorrem, notadamente a arte, a geografia, entre outras. Nesse sentido, este artigo aborda primeiramente a origem e constituição do conceito de paisagem a partir de revisão bibliográfica de autores como Anne Cauquelin e Javier Maderuelo. Posteriormente, analisa parte das fotografias da série “Territórios Interiores” de Claudia Andujar, que parece não se interessar exatamente em dar uma visão geográfica documental dos ambientes registrados e sim mostrar detalhes que ofereçam uma ideia do conjunto ou ritmos que levam a imagem a quase uma abstração. Partindo do seu acervo de trabalhos anteriores de documentação da Amazônia e de outros estados brasileiros, a fotógrafa elabora uma narrativa sensível com imagens de temas distintos, mas que estabelecem simbolicamente um elo que sugere ao leitor um caminho visual em direção ao sublime, ao indescritível, o qual é sutilmente transmitido por fragmentos captados por uma visão mais íntima da autora sobre o mundo exterior e visível.

PUBLICAÇÕES

LIVROS

 

Pirarucu Z-32: uma experiência de documentação fotográfica. In: Fotografia: usos, repercussões e reflexões. 1 ed. Londrina : Midiograf, 2014, v.1, p. 259-284. 

A fotografia como instrumento de documentação do manejo de pirarucu em Maraã no Amazonas. In: Biologia, conservação e manejo participativo de pirarucus na pan-amazônia.1 ed. Tefé : IDSM, 2013, v.1, p. 209-278.

 

Fato popular, olhar incomum: Weimer Carvalho e o fotojornalismo contemporâneo. In: Atualidades: Estudos contemporâneos em jornalismo. 1 ed. Goiânia. Editora da PUC-Goiás, 2012, v.1, p. 9-388.

ARTIGOS RECENTES

CASTANHEIRA, R., & MARCONDES, C. (2020). El documento fotográfico: definiciones y desplazamientos en los inicios de la fotografía. Razón Y Palabra, 23(106), 145-177.  

 

CASTANHEIRA, R. Poéticas de resistência: a representação do Outro nas fotografias de Claudia Andujar e Miguel Rio Branco. Mosaico (Goiânia). , v.9, p.125 - 144, 2016. 

CASTANHEIRA, R. Narrativas híbridas: o estático e o móvel no vídeo “911” do coletivo Cia de Foto. VISUALIDADES, Goiânia v.14 n.2 p. 166-182, jul-dez 2016. 

 

CASTANHEIRA, R. Rupturas na fotografia documental brasileira: Claudia Andujar e a poética do (in)visível. Discursos Fotográficos. , v.10, p.53 - 84, 2014.​

PORTFÓLIO

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Do rio

A série Do rio, ainda em desenvolvimento, foi iniciada em 2006 de maneira intuitiva, sem planos, projeto ou pauta. Produzidas durante os períodos em que  vivi e viajei pelo Estado do Amazonas, estas fotografias são um meio que encontrei para expressar minhas experiências e sensações acerca da magia dos rios e de sua influência direta no modo de vida daqueles que neles habitam e que deles dependem para sobreviver. Em cores saturadas, elas foram realizadas com filmes positivos em “revelação cruzada” (C-41) a partir de cenas, por vezes montadas, com personagens e objetos escolhidos pela sua forte carga simbólica e cromática. Homens, canoas, palafitas, floresta, animais diversos, sobretudo peixes, entre outros elementos recriam as paisagens natural e urbana de um mundo amazônico aqui denominado Do rio. Como nesta região a realidade paradoxal de enfrentamento e interdependência do homem com a natureza é diariamente vivida, busco abordar neste trabalho questões como vida e morte, violência e sobrevivência, trabalho e intempéries, mas também beleza, alegria e sonhos.