YANET AGUILERA

Profa. Dra. do Departamento de História da Arte da UNIFESP. Coordenadora do Colóquio de Cinema e Arte da América Latina (COCAAL). Integrante da Cátedra Kaapora –UNIFESP. Organizadora dos cursos de extensão: A Arte militante contemporânea (2020-2021); Perplexidades contemporâneas: O que pode o audiovisual em tempos de pandemia (2021). Coordenadora do Grupo Artístico Lusco-Fusco. Coordenadora do Grupo de Estudo Maar. Organiza e participa em diversas publicações nacionais e internacionais. 

APRESENTAÇÃO:
As imagens audiovisuais para além dos conceitos de paisagem visual e sonora 

O mundo soa e não estamos fora dele. Embora o que aparece no audiovisual não seja o mundo e, aparentemente, estejamos fora do universo mostrado, não podemos simplesmente colocar-nos diante de um filme como sujeitos que vêem e ouvem, como se aquilo que é visto e ouvido não tivesse agência. Assim, as categorias cinematográficas ocidentais de paisagem e paisagem sonora me parecem insuficientes para pensar o audiovisual de um ponto de vista anti-colonial, para além do reinado do sujeito ocidental. Com esse objetivo analiso  Pântano (2001), de Lucrecia Martel y de Waiá Rini, O poder do sonho (2001), do Divino Tserewahú. As imagens e os sons destes filmes explicitam que o audiovisual vai além do campo ficcional ou documental do filme. É preciso aceitar que não escutamos o som nem vemos a imagem, mas escutamos no som e vemos na imagem. Mundo, imagens e som não são superfícies fixas, mas fluxos onde existimos e nos movemos. Movimentos complexos que vão para além da escala humana e pedem um enfoque ecológico, no qual o audiovisual é um mediador de  formas de conhecer.

PUBLICAÇÕES

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